Sabia que o Burnout se tornou doença do trabalho?

Provavelmente, você conhece alguém que passou pela síndrome de burnout, já que ela vem crescendo a cada ano no Brasil. Agora, entrou em vigor a nova classificação da OMS, onde o Burnout passa a ser tratado de forma diferente e as empresas precisam ficar atentas para esse risco. 

Na prática, o trabalhador tem os mesmos direitos trabalhistas e previdenciários assegurados, como nas demais doenças relacionadas ao emprego. Inclusive, direitos como afastamento por licença médica, estabilidade e, em casos mais graves, até mesmo à aposentadoria por invalidez.

A OMS descreve o burnout como: “uma síndrome resultante de um estresse crônico no trabalho que não foi administrado com êxito” e que se caracteriza por três elementos: “sensação de esgotamento, cinismo ou sentimentos negativos relacionados a seu trabalho e eficácia profissional reduzida”.

Mas o que é a síndrome do burnout?

A síndrome desencadeada pelo estresse crônico no trabalho e se caracteriza com a tensão pelo excesso de atividade profissional e sintomas como o esgotamento físico e mental, a perda de interesse no trabalho e a ansiedade e depressão. A pessoa sabe que se esforça ao máximo, mas não consegue ver nenhum fruto associado ao seu trabalho, ou seja, não vê para onde vai toda a dedicação.
 
Alguns sintomas físicos também podem aparecer como: fadiga, dores de cabeça, palpitação, enxaqueca, pressão alta, tensão muscular, insônia, problemas gastrintestinais e até mesmo gripes.
Síndrome do Burnout

O que muda para o trabalhador?

  • O trabalhador com síndrome de burnout vai ter direito à licença médica remunerada pelo empregador, por um período de até 15 dias.
  • Nos casos de afastamento superior a 15 dias, o empregado terá direito ao benefício previdenciário pago pelo INSS, o auxílio-doença acidentário. Após a alta pelo INSS, o empregado não poderá ser dispensado sem justa causa, no período de 12 meses.
  • Nos casos mais graves, de incapacidade total para o trabalho, o empregado terá direito à aposentadoria por invalidez, mas é preciso passar pela perícia médica do INSS. 
  • Porém, é necessária comprovação por meio de perícia e atestado médico.

O empregado precisa apresentar os atestados e laudos médicos para ter direito aos afastamentos. Dessa forma, com o diagnóstico de doença relacionada ao trabalho, a empresa deverá emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho, comunicando o INSS. 

Responsabilidade dos empregadores

Manter um ambiente de trabalho seguro e saudável é responsabilidade do empregador, o que possui várias ferramentas para zelar da saúde dos empregados, por exemplo, a legislação sobre a jornada de trabalho e intervalos, além disso, é fundamental a realização de exames periódicos dos trabalhadores.

Qual é o tratamento para Síndrome de Burnout?

Basicamente é tratada com psicoterapia, mas em alguns casos, também pode ter medicamentos como antidepressivos e ansiolíticos. O tratamento pode demorar de 1 a 3 meses para fazer efeito, dependendo de cada caso.

Mas também. é muito importante que tenham mudanças nas condições de trabalho e, principalmente, nos hábitos e estilos de vida. A atividade física regular, exercícios de relaxamento devem ser rotineiros para aliviar o estresse e controlar os sintomas da doença.

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